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August 04, 2010

jeralab :: jeraman

seurat

seurat rodando na creuzinha (um iPod Touch)!

jogo rápido… dias atrás resolvi estudar um pouco sobre desenvolvimento para a iPhone SDK, o que me permitiria desenvolver aplicativos para iPhone/iPod/iPad. tudo ia muito bem, inclusive os testes para usar openframeworks dentro do iPhone, quando esbarrei num grande empecilho:

como saldo final, fica um ponto negativo: pagar por uma licença pra se tornar um desenvolvedor oficial… isso mesmo! pra se tornar um desenvolverdor-oficial-apple-foda-come-cuzes e assim passar seus aplicativos do simulador pra o aparelho, você terá que pagar a Apple e, além disso, o valor é uma bagatela simbólica no valor de 99$!!!

baseado numa dica de Filipe Calegario, comecei a pesquisar maneiras que me permitissem experimentar meus aplicativos no próprio aparelho, sem ter que pagar à Apple por isso. o processo, muito bem documentado em vários sites pela internet, pode ser dividido em 2 etapas distintas:

  1. realizar o Jailbrake no seu device:
  2. o objetivo de realizar isso é liberar seu Firmware para que ele possa receber Aplicativos que não foram oficialmente aprovados pela Apple, o que acaba abrindo possibilidades interessantes, como customizar vários elementos de interface, até desenvolver seus próprios aplicativos pra plataforma.

    existem diversos sofwares que fazem isso de maneira bem simples (vide redsn0w, blackra1n, spirit), a depender da versão do seu dispositivo, do seu firmware (você pode verificar essas informações em Ajuste > Geral > Sobre) e do software da sua máquina (sistema operacional e versão do itunes). isso é muito importante, pois os softwares citados não funcionam com todos os tipos de firmware/softwares/devices: é imprescindível que vc pesquise antes se o software escolhido é adequado para a sua plataforma.

    no meu caso, por exemplo, busquei por um software que fosse compatível com o iPod Touch 3G, firmware 3.1.3, o que me levou a optar pelo spirit (o único até agora que trabalha com essa versão. caso vá utilizar os outros, é necessário realizar um downgrade para a versão 3.1.2). utilizando com o iTunes 9.1, OSX 15.5.8, o processo tomou-me apenas alguns minutos e pouquíssimos cliques.

    um último comentário; esta operação, bem simples de ser executada dado a consideração acima, é perfeitamente legal do ponto de vista jurídico (na verdade, parece que nunca foi considerada ilegal, mas bem…). além disso, o Jailbrak não afeta em nada seu relacionamento com o iTunes e a AppleStore.

    fontes:
    [1] http://redsn0w.com
    [2] http://blackra1n.com
    [3] http://spiritjb.com

  3. configurar o ambiente de desenvolvimento:
  4. etapa um pouco mais complicada do que a etapa acima (envolve mexer no terminal, alterar arquivos)… mas nada de outro mundo! em linhas gerais, o processo consiste em criar uma assinatura digital para o código (codesign) e redefinir a forma como essa assinatura é verificada.

    tal como a etapa acima, aqui a versão do seu Firmware/Device também é muito importante: é imprescindível checar se os guias encontrados condizem com sua versão (dica: é legal dar uma checada nos comentários também, pois algumas pessoas por vezes testam o processo num outro firmware diferente e acabam encontrando uma forma de fazê-lo funcionar).

    uma dica de um bom guia passo-a-passo é o blogue de Alex White. caso não tenha gostado desse, ainda existem diversos outros guias espalhados pela web.

    fonte:
    [1] http://www.alexwhittemore.com/?p=354#more-354

bem é isso… espero ter ajudado!


Tagged: hacking, iphone, openframworks

by jeraman at August 04, 2010 04:07 PM

August 03, 2010

jeralab :: jeraman

jeraman

o movimento no Mezanino do prédio da FIESP/SESI na Avenida Paulista, São Paulo, foi muito intenso entre os dias 27 e 30 de Julho. gente com computadores por todos os lados, quebrando a cabeça em algoritmos psicodélicos, muito baralho de chip fritando sacudindo alto as caixas de som, entrando bem fundo nos ouvidos incautos junto com uma gritaria e algazarra que lembraria aos desavisados um verdadeiro hospício. loucura? não… só mais uma (na minha opinião, excelente) edição do LaboCA!

workshop integrante da programação oficial do FILE 2010, esta quarta edição do LaboCA foi talvez a maior que já fizemos em quantidade de pessoas: 5 oficineiros (eu, Jarbinhas, Braza, Calega e a participação muito mais que especial do “hermano” Jorge Crowe – cada um com seus conhecimentos específicos), cerca de 30 a 40 pessoas por dia (advindas de várias áreas diferentes)… com tanta mistura de conhecimento e vontade de ensinar/aprender, será que haveria como não ser legal?

foi. e muito. tá certo que sou meio suspeito em falar… mas talvez as fotos e os vídeos dos trabalhos produzidos por lá falem mais do que qualquer palavra minha.

além de todas as pessoas citadas, a cada dia contávamos com visitas pra lá de especiais. Guto Nóbrega, Jaime Oliver, Sung Heng, Fernando Velázquez, Felipe Fonseca, sem falar do grande mestre das gambiarras loucas Panetone, que levou alguns dos seus brinquedos pra lá:

independente de todas as visitas e da qualidade dos experimentações feitas, a característica que mais me chamou a atenção nesta edição do laboratório foi a metodologia em si: pela primeira vez deixamos de lado a idéia de levar algo pronto, amarrado, pré-estabelecido, levando apenas nosso conhecimento e a vontade de tentar experimentar uma metodologia nova, não linear, construída horizontalmente com e para os participantes, levando em conta seus interesses e suas necessidades específicas.

baseado nisso, surgiu uma metodologia descentralizada, na qual era difícil distinguir “alunos” e “oficineiros”, com várias pequenas oficinas com temáticas diferentes ocorrendo em paralelo, mas dialogando entre si; tanto no sentido de ver sem entender, despertando a curiosidade sobre as outras tecnologias, tanto no sentido de um diálogo direto, o que possibilitou o surgimento de projetos como o mostrado abaixo (nascido da junção de um pessoal que estudava Arduino e de outro que estudava introdução à programação com o Processing);

saldo final: mais um LaboCA inesquecível, que deixou um gostinho de saudades e quero mais…

mais fotos disponíveis no Flickr do LaboCA

http://www.flickr.com/photos/olaboca/sets/72157624514614649/

ps: o código-fonte de todas as obras produzidas estão sendo postadas aos poucos no site do LaboCA para que possam ser utilizados como estudo.


Tagged: file 2010, laboca, oficinas

by jeraman at August 03, 2010 03:01 PM